. A obra "Filosofia da Caixa Preta" do Vilém Flusser tem como um dos seus pontos mais impactantes, na minha visão: a crítica à limitada cosmovisão humana pós advento das fotografias. Para o autor, tal ponto de vista se atem ao que é exposto em fotos, visto que uma parcela majoritária não procura entender o funcionamento da máquina e apenas aceita, tanto seu resultado, quanto suas programações pré-estabelecidas. É impressionante a atemporalidade do livro. Relacionando com a hodiernidade, percebe-se uma necessidade social de registrar e publicar seus momentos para serem, então, considerados relevantes ou até mesmo existentes. Ademais, a filtragem do que é exposto é evidente: posts de viagens, pratos de comida e festas dominam as redes sociais, espalhando uma ideia de vida perfeita entre os internautas. Portanto, prova-se a tese, já que a sociedade não se posiciona só como vítima dessa ilusão, mas, também, como conivente.
O primeiro ponto que me chama atenção é escolha da disposição das fotos no slide, uma vez que o espaçamento da foto debaixo é mais próximo da margem do que o espaçamento da foto de cima e o nome está desalinhado com a foto da esquerda, entretanto me agrada a ideia de uma foto grande ao lado de duas médias. A respeito do conceito das imagens, me desagrada o fundo do “túnel” na foto superior direita, pois são mostrados objetos muito provavelmente não intencionados pelo fotógrafo. Além disso, na foto inferior direita, me desagrada também o alinhamento da imagem, deixando o que posso chamar de “pontas soltas” evidenciadas pelas sombras do lado direito da imagem, quebrando a ideia de “ondas” que foram feitas pelo papel. O que mais me agrada nas figuras, em geral, foi a sombra gerada dentro dos “túneis” na foto da esquerda, pois foi meu primeiro olhar foi para esta região, seguindo depois para as ondas formadas, me causando sensação de uma “confusão agradável” que me prende por mais tempo na obra.
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