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"finalística, causalística e programática"

 .

    No texto "Nosso programa", Vilém Flusser apresenta 3 tipos de cosmovisão:

- Finalística: acredita-se que todos os fatos que cerceiam o mundo, possuem um propósito, ainda não descoberto em muitos casos. Com isso, é negada a existência do acaso e a busca por seus motivos é impulsionada a fim de dar uma razão ao acontecimentos.

- Casualística: crê-se que sempre há uma causa referente aos acasos. Assim, foca-se em desvendar os reais motivos que acarretaram nos consecutivos acontecimentos considerados "aleatórios".

- Programática: considera-se o acaso como uma base para o funcionamento do mundo, sem possuir um motivo necessariamente.


    Quanto às atividades práticas realizadas em sala de aula, é possível observar uma certa cosmovisão em cada dinâmica. A primeira era marcada pela finalística, visto que todas as movimentações tinham um propósito: formar uma sequência do menor ao maior. Já na segunda, houve um destaque da casualística, haja vista a relação direta de causa (escolha prévia de arquétipo horizontal/diagonal) e consequência (movimento realizado após ser tocado). Por fim, a terceira foi marcada pela programática, pois mostrou-se funcionar de forma "aleatória".

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Parágrafo pessoal sobre "Filosofia da Caixa Preta"

 .     A obra "Filosofia da Caixa Preta" do Vilém Flusser tem como um dos seus pontos mais impactantes, na minha visão: a  crítica à limitada cosmovisão humana pós advento das fotografias. Para o autor, tal ponto de vista se atem ao que é exposto em fotos, visto que uma parcela majoritária não procura entender o funcionamento da máquina e apenas aceita, tanto seu resultado, quanto suas programações pré-estabelecidas. É impressionante a atemporalidade do livro. Relacionando com a hodiernidade, percebe-se uma necessidade social de registrar e publicar seus momentos para serem, então, considerados relevantes ou até mesmo existentes. Ademais, a filtragem do que é exposto é evidente: posts de viagens, pratos de comida e festas dominam as redes sociais, espalhando uma ideia de vida perfeita entre os internautas. Portanto, prova-se a tese, já que a sociedade não se posiciona só como vítima dessa ilusão, mas, também, como conivente.